O ano de 1960 é um marco na história da música brasileira. Antes ser músico era uma profissão essencialmente amadora, para não dizer marginal.Como todo artista, na época, o músico enfrentava as dificuldades e preconceitos de uma sociedade conservadora. Música era sinônimo de festa, boemia e prazer. Dependendo do espaço em que era excutada, podia ser entendida como expressão da cultura e do lazer. Com raras exceções, o músico não era um profissional respeitado. Era somente um bon-vivant.

O então presidente Juscelino Kubitscheck, retirou os músicos da marginalidade. Fã confesso da arte, o mineiro JK quis que o ofício de “musicar” fosse amparado por uma lei histórica. Assim, na edição do Diário Oficial da União, do dia 23 de dezembro de 1960, as letras miúdas da Lei nº 3857 instituíam e definiam a Ordem dos Músicos do Brasil.

Concebida para organizar profissionalmente a classe e fiscalizar a profissão do músico em todo o território nacional, a Ordem dos Músicos do Brasil tinha uma finalidade ainda mais nobre: Dar dignidade e reconhecimento legal ao músico brasileiro.

A Ordem dos Músicos do Brasil – CRMG representa atualmente cerca de 36 mil músicos em todo estado de Minas Gerais. Todos os filiados à OMB – CRMG pagam uma anuidade, que é aplicada na manutenção da Instituição e no cumprimento do exercicío de seu dever como órgão de defesa do músico em atividade. Como os demais Conselhos Regionais, a OMB-CRMG foi criada com o objetivo de fazer a seleção, disciplina, defesa e fiscalização do exercício da profissão do músico. A OMB-CRMG habilita as pessoas a trabalharem como músicos, expedindo carteiras profissionais e fiscalizando o cumprimento da Lei. Esta seria a definição da Ordem ao pé da letra. Nos últimos anos, optou-se por uma atuação mais educativa. A equipe de fiscais credenciados atua com cautela, preservando sobretudo os direitos do músico. Agora, mais modernizada, ela também dá prioridade à defesa dos direitos básicos de toda e qualquer pessoa que tenha a música como fonte de renda. Mais do que aplicar multas, os fiscais e delegados da OMB contribuem para a valorização da música executada ao vivo, seja por músicos diplomados de conservatórios, ou por aqueles músicos autodidatas. Em outras palavras: Nossos critérios para habilitação são apenas a competência e o profissionalismo. Enfim, A Ordem dos Músicos está aberta a qualquer pessoa que respeita e vive da música. Sejam todos bem-vindos.

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